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Num mundo de iguais negando seus diferenciais
Supervalorizados normais de diferenças banais
Indiferente, caminho entre, buscando, procurando e me fascinando...
Segregadas singularidades afastadas das midias sociais
Espalhadas no cotidiano, debaixo dos narizes de quem acha essas coisas banais

Meu pai é uma criança, minha mãe é o que ele tem
Minha mãe que não cresceu ainda o chama de meu bem
Se eles são crianças, e ainda assim sabem viver
Quem foi que disse que um dia eu devia crescer?

Nós



Teu corpo outrora fora sagrado, proíbido, Venerado como a um templo

Tua vida era distante, inalcançável, com ar de sonho e de vislumbre
O tempo passando... O mundo girando... Nós nos conhecendo...

Teu sorriso coloria aquela vida em preto e branco. A felicidade existia numa simples troca de olhares. Sempre pura e imaculada como deveria ser...
O mundo passando... O Tempo Girando... Nós, puros como somente nós...





Elo forte banhado a ouro brotou no solo onde cultivamos nossa amizade
A vida nos reservando uma dura verdade, Coisa daquelas que nunca se vê chegar
A gente passando o tempo... O mundo nos dando momentos... Nós vivendo o presente que nos fora presenteado




E aos poucos nossos corpos eram um do outro morada, por vezes como fera feroz, outras como uma ave repousada, Eu como amante e você como amada...
O Nosso mundo... O tempo da gente... Entrelaçados como nós...


Uma última promessa: Nosso amor vai durar o resto da vida...
Nos amamos com a dor de saber de tudo...
E assim foi, Durou até o resto da vida.................... dela...
O tempo parado... Meu mundo despedaçado... Apenas uma triste lembrança de nós...


Apatia aos valores(Forjados e banais)

Apatia aos valores(Forjados e banais)

De alma lavada E de olhos apáticos.
Trejeitos no lixo. Ah, é mais prático.
Quem disse que eu era obrigado a ser normal?

Pra quem não conhece a tal de apatia,
Logo enxerga como heresia
Sem nunca enxergar que esse credo cego faz mal

A simpatia é a jaula da liberdade
dominada por ações hipócritas
de pessoas tão inteligentes como portas
Que se fecham aos olhos da grande cidade

E o tempo passa, todos ficam iguais
os padrões impostos deixam de ser quebrados
aqueles que ousaram ser diferentes foram silenciados
Para manter o regime dos valores banais

1 e 2 1° Parte






1 - Nós dois sabemos como dói
2 - Sim como dói
1 - Meus olhos, olhos que enxergam apenas esse seu corte
2 - esse meu corte que sangra e se abre cada vez mais
1 - é tao doce essa dor, é tão suave esse veneno
2 - me sinto caminhando, indo de encontro a morte.
1 - e ainda sim, esboça esse sorriso debochado como quem gostasse




Ao longe se enxerga uma chuva vermelha. As árvores de papel que estavam lá começam a mudar de cor. o lago, outrora cristalino torna-se um vermelho quase negro de tão denso e pouco a pouco o chão emana escarlate.


1 - Chuva, perfeita
2 - Chuva, Sangue... Porque acontece isso?
1 - Cada pedaço de você sendo despedaçado, desintegrado, apenas sua vida, seu sangue está lá...
2 - Não quero isso, mas não consigo deixar de olhar, não consigo deixar de pensar no prazer que seria estar lá
1 - Vislumbre-se, deleite-se, se entregue. esqueça os cortes, não pense.
2 - Desejo cruel, Conheco os resultados e conheço os caminhos. sei como acaba a história...
1 - Nós dois sabemos, mas a vida vale isso. seu sangue está lá, basta vivê-lo, cada gota tera o seu valor por ser intensa.
2 - CRUELDADE, como pode... Vá, me arraste para esse caminho, me subjugue, mesmo que eu não queira, mesmo que eu lute, me leve até lá. eu quero, eu preciso, eu desejo...
1 - Te levo por que te quero ver sofrer. te torturar no caminho será o meu deleite, mesmo que desnecessário, vou te destruir tão lentamente que você terá tempo de se recompor para que eu possa destruir mais e mais
2 - Sim, me carregue, me leve. mas cuidado, pode se surpreender...
1 - Sua submissão não me engana, sei qual é a sua trama, conheço seu ar de dominador e como você simplesmente toma o caminho e os passos e a vida de quem te leva. Sei bem de tudo, e sei que é tudo que quero. por enquanto.



Um caminho tortuoso surge, uma única estrada formada de linhas, tortas, loucas. pretas e brancas, erráticas. olhando em volta vejo projeções de imagens enquanto essas duas entidades percorrem seu caminho, facas, punhais, adagas e espadas são jogadas de longe, perfurando ambos. Por prazer ou por mera diversão, porém com um ódio imenso os dois lutam e se matam, sabendo que são imortais, e isso
se repete enquanto cruzam os caminhos que deveriam seguir em linha reta. porém, parece que algo os guia. parece que algo faz com que andem, que sigam adiante.




1 - Blasfêmia, não permiti que você sentisse, que você amasse. que você sorrisse. você não vale nada, não merece nem sentir.
2 - Eu acredito em sentir, tanto acredito que amo você, amo tanto como te odeio. A pior desgraça que surgiu em minha vida é meu maior amor. isso é irônico

1 - MORTE, quero que você morra, sentimentos não existem, sentimentos não são permitidos. sentimentos devem ser apunhalados e destroçados
2 - Abro meu peito, venha, me destroce. sei de sua carga, estou pronto pra carregá-la comigo, seja como for.
1 - ...
Um silêncio. As linhas que faziam o caminho tomam vida e formam um entrelaçado enorme que prende os dois, lado a lado, face a bace, olho no olho. o local parece distante, o caminho os levara para outros ventos...
2 - Vê, estamos juntos, presos e odiosos. não exite culpa, existe o sentir em sua própria essência.
1 - sim vejo, a raiz de todos os sentimentos. aquilo que se faz real antes do sentimento virar amor, ódio, raiva, felicidade.
2 - Você estava certo... não posso usar isso, não tenho o direito de viver isso. não tenho poder para tal
1 - Seu poder é apenas estar comigo, eu acredito em sentir. eu acredito na vida que nasce, na vida que fazemos.
2 - Então que você morra, ser odioso.
1 - Cuidado com o que deseja
As cordas se apertam, ambas as entidades são trucidadas. logo depois resurgem em seu jardrim de arvóres de papel, chuvoso. pintado, com
ar carregado.
1 - Nuvem branca enorme
2 - No entanto gotas de sangue
1 - Nao interessa, quero dobrar árvores
2 - Temos mais do que papel em mãos

O papel que saia das árvores criava uma paisagem nas mãos dos seres. Dos papéis pintados de vermelho de sangue nascia a vida. mas do lago apenas a escuridão. a chuva trazia o acaso, e no acaso se via que a criação tomava forma própria. cada gota, cada folha, cada pedaço era maravilhoso, perturbador, assombroso e simplesmente deslumbrante. Cada parte dessa obra magistral criava vida, mas era inanimada. se movia, alterava sua forma, bebia da chuva incessante e pesada daquela nuvem delicada e suave. Os desenhos erráticos ora paisagens ora abstratos viviam, o tempo que permaneciam ate serem alterados. eram cenas lindas, visões grotescas, Choros, Prantos, Alegrias. era tudo, tudo se via em cima de mãos que como deuses criavam como mortais, numa dança de 7 rodas, aonde cada giro soprava vida, e roubava vida.












1 - Emoção, eu quero a dor, lamúrias, lamentos, quero o poder de exalar cada uma, infectar, corroer
2 - Dos sorrisos que dou, quero que cada um ilumine, mas que cada intenção assasina se realize
1 - Sabemos que cortados e sangrando vivemos, sabemos que dominamos cada uma delas
2 - Sabemos, sim sabemos. Mas eu nunca serei você e você nunca sera como eu
1 - Eu existo
2 - Eu sou
E se viram, donos, cheios de perguntas. capazes das respostas, guiando por onde as coisas brotassem. Aguardando para saber quem são, de onde vieram e pra onde irão. Quais os seus nomes? Porquê as arvores? Porquê as cordas? Quanto tempo durou isso? O narrador realmente presenciou a história, ou simplesmente a conhece? Muitas, muitas outras perguntas...

CONTINUA

por Gustavo Elias, sábado, 27 de Agosto de 2011 às 06:52

Um momento, dançando em frente ao espelho, lembrando de como cada parte dentro de você é viva.



Deixe, sim deixe que entre na sua alma. sinta seu corpo se mover enquanto em vão você afaga suas memórias. se pergunte, o que estão fazendo aqui, de onde vem e quem são. indague porque não são mais palavras, porque tudo se desconstruiu e agora é só corpo, é só movimento é só vida...


 Agora eu enxergo, olhando no espelho meus passos tortos. eles desenham tudo que eu disse mas palavras não resistiram, minha música passava de corpo a alma, e meu canto era rouco pois não tinha voz. era um ser mudo e nu, nu perante sua alma e perante o que se escondia debaixo dela. discórdia entre as mãos que buscam aquilo que faz as pernas fugirem, dos olhos que cobiçam o desejo que o tato não quer mais sentir, e que cada toque que arde como fogo, queima a pele como lava e deixa suas marcas de cansaço de tentar, da dor de insistir, e da derrota de arriscar, e perder. chorar por olhos que não tem lágrimas, olhos secos e profanos. desumanos, com um pranto vermelho que tinge as vestes outrora encobertas em linho branco de pureza.

 Deixo, sem querer eu deixo que esse espírito que me recria se extravase desta alma cansada de tanto dançar, as memorias submergem, as perguntas descansam. o labor de querer saber os porquês se vai. sua vida foi vivida nesse único momento meu caro, aonde você dançou, aonde você viveu mais do que esperava, viveu a vida que existe dentro de você.

por Gustavo Elias, quarta, 17 de Agosto de 2011 às 03:13

Entre Tantos Sentimentos Achei um Sentido

Sentia,


Sentia talvez um pouco de saudades, tão boas as lembranças, olhando para trás
Sentia vontade de sorrir ao te ver, e lembro de meros detalhes como uma história de uma garrafinha d’águaembro,
Senti medo, eu juro que senti um pouco de medo, eu que quase não conversava com ninguém te via linda, parada diante de mim me acusando de um crime que eu inocentemente cometera.

Senti vontade, Sabia que uma paixão de adolescente era algo que não poderia ser domado, e eu tímido e inocente, quase que uma grande criança não sabia o que fazer, até que um dia...
Sinto muito, você disse... tenho namorado. Eu não sabia o que sentir, se me sentia angustiado por partes, saberia que meu desejo permaneceria ali, insaciado, mas por outro lado. Me sentia reconfortado, estranhamente entendia o quanto você gostava dessa pessoa misteriosa que era o empecílio que me separava de você.
Senti Saudades. Senti sim, Antes da hora da partida, dos últimos momentos, aonde repetidamente te via e sabia que estava longe do meu alcance... com todo sentimento te dei aquele abraço de despedida, abraço daquele que seria carregado pelos ventos da música enquanto sua vida tomaria outro rumo, porem...
Sentia que um dia, nossas vidas iriam se cruzar, e não me lembro bem se em forma de canção, ou em forma de texto ou apenas em forma de sentimento, guardei tudo porque sabia(não exatamente como) que um dia eu iria te contar.
Sinto muito. Eu disse, meio trêmulo. Me lembro bem de ver em seus belos olhos que era uma simples brincadeira, e que tudo estava bem. Eu que já te observava de longe passei a te admirar mais ainda...cometera
Me sinto feliz que esta folha, Este simples papel um dia chegará a sua dona, dona que não soube que era dona, mas que um dia iria descobrir:
Em meio a tanto sentir, tanto sentir saudades, tanto lembrar de vontades, porque paixão passa mas não se esquece, te guardei em outro sentido. Meu sentido de vida, de que cada alegria e que cada paixão se torne poesia, para que mesmo você não sendo minha permaneça sempre comigo, e entre tantas belezas da vida, faça minha vida ter um sentido.
Gustavo Elias R. Rodrigues
26 de dezembro de 2011 01:33