Foi aleatório, nasceu no lápis que escrevia uma partitura. nasceu um sentimento torto, tão torto que distorcera o alfabeto que ditava o nome, o nome apenas. um lapso de tempo e espaço da onde nasceria um poema simples. poema que representava uma identidade nova que acabara de nascer e que viveria apenas os 15 minutos da escrita. assim foi:
Só porque é quarta-feira
Sinto-me poeta, lúdico e aéreo,
Perambulo este caos etéreo,
Sendo no entanto um mero mortal.
Palavras em escarlate que trago,
vindas do corte transversal que procura um afago,
Para o olimpo é simples e banal.
Estrela cadente com rastro escarlate,
Arremessado por terra como um anjo decaído.
Mergulhado em seu sangue, emitia uma fala, um ruído:
Vida que esvai-se de mim, é assim que me recompensaste?
Al Dhariam - O poeta aleatório
Segunda feira, 16 de agosto de 2010

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