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Bandida





Não simplesmente a conhecia como a tinha como preciosa, andava lado a lado e de sorriso estampado ao saber que estava ao seu lado, nunca esperava que um dia fosse me enlaçar por tais traços tão sedutores, traços que me envolveram e desviaram-me o olhar de minha tão preciosa. Entrei em conflito, antes eu  tinha chão, era firme e constante, tinha vida sim mas não tinha as curvas, a força de qual dama que cativara meu olhar. Ainda me lembro do som de tua voz, que ao eco do som e das 1001 notas tão doces quanto misteriosas, a força de teus movimentos que deixaria a mais potente tsunami com inveja, seus traços tão suaves qual brisa guardam o poder de um tufão. Fui varrido, não era mais capaz de amar minha preciosa. A dama tal qual cigana se movia e me punha ao seu encalço se não por amor pelo simples vício que criara, não me apercebi quando tal dama da arte assasinara minha preciosa sanidade, mas que com isso, criara uma entidade nova, um novo poder em mim, criara o artista o artista que não mais preso a sua sanidade e capaz de tirar os pés do chão, o artista envolvido pelas facetas da arte e movido pelo simples desejo de se satisfazer, mas acima de tudo, de satisfazer a arte e deixar que tal dama exerça sua função sedutora por esse mundo que não se apercebe do quanto precisa dela.

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